O que é pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

Veja a importância de monitorar a pressão sanguínea durante a gestação e saiba quais são as complicações que a hipertensão arterial gestacional pode provocar

Corpo & Saúde
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A hipertensão arterial gestacional, ou doença hipertensiva específica da gestação (DHEG), é caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea em mulheres que nunca haviam demonstrado o problema. Esse é um dos distúrbios mais comuns durante a gravidez e se apresenta de duas formas: como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

“A pré-eclâmpsia é o aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina. Normalmente, essa complicação começa depois da 20ª semana de gravidez. Quando não tratada adequadamente, ela pode culminar na própria eclâmpsia”, explica a Ginecologista e Obstetra Monique Mion Bürger.

Monique alerta que a eclâmpsia se caracteriza pela pressão muito elevada, acompanhada de outros sintomas mais graves, como convulsões e inchaços.

“Nesse estágio, a vida da mãe e a do bebê entram em risco”, diz ela.

“Nos casos em que não se consegue baixar a pressão arterial, mesmo com os remédios prescritos pelo obstetra, o parto deve ser induzido para evitar o risco de morte”, completa.

Mas o que pode causar a pré-eclâmpsia?

As causas da pressão alta durante a gestação podem estar relacionadas com uma alimentação desequilibrada ou com a má-formação da placenta.

“Além disso, a mulher tem maior risco de passar por isso se é a primeira vez que ela fica grávida, se ela tem mais de 35 anos, se é obesa ou é diabética”, comenta a doutora.

Por isso, é tão importante garantir o acompanhamento médico e um cuidadoso pré-natal durante a gravidez.

É possível se prevenir?

Nem sempre. Mas alguns cuidados ajudam a evitar o possível desenvolvimento da doença, como controlar a pressão antes mesmo de engravidar e durante toda a gestação, além de manter um peso adequado e garantir uma alimentação equilibrada.

Como tratar a pré-eclâmpsia?

Se a gestante for diagnosticada com pressão alta, Monique faz as seguintes recomendações gerais:

repouso durante o dia;

beber de dois a três litros de água por dia;

fazer uma alimentação equilibrada com pouco sal ou alimentos industrializados, como embutidos, salgadinhos de festa ou batata frita;

beber um suco de laranja por dia;

praticar exercícios físicos leves, como caminhada, ioga ou hidroginástica, de duas a três vezes por semana;

evitar beber mais do que uma xícara pequena de café por dia.

“Nos casos mais graves, no entanto, a grávida pode ter de deixar de trabalhar ou ficar internada no hospital para medicação, monitorização materno-fetal, evitando o desenvolvimento de eclâmpsia. É fundamental garantir um acompanhamento médico cuidadoso ao longo de todo esse processo”, finaliza.

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Dra. Monique Mion Bürger é Médica Ginecologista e Obstetra e atua na cidade de Limeira, no interior de São Paulo. Ela mantém um canal no Instagram com diversas informações para as mulheres. Confira em @dra.moniquemionburger

27-11-2019
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